Idiossincrasias
 

Brechó em Tempos Modernos

Uma amiga, munida de uma invejável noção da realidade e uma baita criatividade, acabou de criar o Brechó em Tempos Modernos, um blog com o objetivo de propiciar a troca de roupas usadas!!! A idéia é a de que a preocupação com o meio ambiente e a necessidade iminente de economizarmos energia pode receber uma ajudinha da internet. Todos nós temos em casa aquelas roupas que não usamos mais - seja porque enjoamos, porque não nos servem mais, ou simplesmente porque mudamos nosso estilo. Assim, ela criou um espaço virtual onde é possível postar a foto da roupa que não queremos mais e escolhermos uma nova para trocarmos! Eu achei a idéia ótima!! Quem se interessar, dê uma passadinha por !!

 



Escrito por Pri Guerra às 16h59
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Amar

Amar é sentir o coração bater descompassado, as mãos tremerem e o suor brotar.

Amar é beijar suavemente, e depois nervosamente, pra depois se acalmar. Amar é desejar o corpo do outro, os sonhos do outro, o seu suor.

Amar é sonhar acordado, suspirar sozinho e perceber cada nuance das cores do mundo.

Amar é dividir com prazer. Dividir sonhos, dividir a cama, a escova de dentes, o melhor amigo, as tardes de domingo.

Amar é desaprender a viver sozinho, e ao mesmo tempo aprender a respeitar o espaço do outro. É aprender que liberdade tem limite – o limite da liberdade do outro.

Amar é descobrir o que é ciúme – e que se for desmedido, pode não ser amor.

Amar é dar espaço, é fazer concessões. É sonhar o sonho do outro e permitir que os nossos próprios sonhos sejam do outro também.

Amar é errar no tempero por excesso de zelo. Amar é aprender a voltar atrás.

Amar é sussurrar querendo gritar para não macular o ouvido de quem se ama.

Amar é chorar e rir bem alto, sem medo de se expor.

Amar é não ter vergonha dos próprios sentimentos, e ter vontade de sair por aí dizendo que ama a quem quiser ouvir,

Amar é descobrir, com tristeza, mas mágoa, nunca, que o amor às vezes pode não ser correspondido. E que romances têm início, meio e fim, mas o amor, não.

Amar é viver com a certeza de que a vida a dois é a melhor que existe e buscar, dia após dia, essa felicidade.

Amar é viver e permitir a liberdade. Entender que só existe amor quando ambos tiverem liberdade para ir, vir, ficar. Amar é aceitar que o outro se vá. E mesmo na dor, nunca deixar de amar. É aprender que nem sempre será para sempre e que isso pode ser bom.

Amar é desejar a felicidade do ser amado. E mesmo longe, continuar amando. Amar é aceitar a distância, acostumar-se à ausência, desejar o retorno.

Amar é permitir-se a esperança. É descobrir que o verdadeiro amor não concede espaço ao sofrimento e que não precisa impedir outros amores.

Amar... é nunca desistir de ser feliz.

 



Escrito por Pri Guerra às 10h51
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Caminho de casa

Desejo que as tuas dúvidas encontrem repostas em meu corpo.

Que tua mente serene em meu peito. Que teus olhos se fechem em minha boca.

Deixe-me velar os teus sonhos, entrelaçar nossos corpos, fundir nossas almas.

Vamos rir juntos, também chorar juntos, reescrever nossa história. Faz um filho comigo, perpetua-nos, reproduz minha esperança.

Permita que eu seja exagerada, que te ame demais, que te odeie demais. Que mude de idéia a cada dois segundos, mas que te deseje em cada um deles.

Feche os olhos, sinta meu cheiro, percorra meu corpo e permita que a Lua te traga de volta pra casa.

 



Escrito por Pri Guerra às 17h16
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Um dia perfeito

 

      Quero escrever sobre algo bem lugar-comum (afinal, existe algo de novo no amor?).

 

      Tem muitas coisas que ainda gostaria de fazer nessa vida. Saltar de pára-quedas, falar alemão, ver a vista do alto do Empire State, um safári na África, ver de pertinho a gigante de Quéops, comprar baguetes na França – e carregar na cestinha da bicicleta – ficar em pé em uma prancha (na areia não vale!), ver as horas no Big Ben, passar num concurso, trabalhar muito, adotar uma criança, ler centenas de livros, tomar muitos banhos de chuva – e alguns de sol – amamentar, escrever um livro, andar de elefante, ler no jornal que não há mais fome no mundo, ir mil vezes ao cinema, saber o final de Harry Potter, me apaixonar de novo (e de novo, e de novo), pular corda, parar de comer por ansiedade, conquistar um novo amigo, ligar para aquele amigo que eu não vejo a um tempão...

 

      Mas e se eu só tivesse um dia, o que eu escolheria fazer?

 

      Tem dias que eu vou à locadora e escolho um filme que eu já vi. Não me importo nem um pouco de já saber o final.     Curto cada minuto do filme que eu já vi uma, duas, três vezes. Se só tenho duas horas pra fazer uma coisa que gosto, prefiro não correr o risco de não gostar do filme. Então, mesmo se eu pudesse me tele-transportar para cada um dos locais que citei acima, não iria. Adotar uma criança não daria tempo. Tomar banho de chuva não dependeria de mim... Saltar de pára-quedas é uma opção...

 

      Lareira, um bom vinho, música tranqüila... Acho que um grande amor combina com a idéia do último dia de vida.

 

      Mas percebo que não era isso que eu queria dizer. Embora eu realmente goste da cena da lareira com alguém especial (e o vinho poderia ser substituído por um gostoso chocolate quente e a música por um filme bem água-com-açúcar), eu consigo também pensar em vários outros dias perfeitos. Um dia no sítio com meus afilhados, por exemplo. Ou um dia de “mulherzinha”  com minhas amigas. Ou um bom almoço de família. Deixaria feliz este mundo ao final de cada um destes dias.

 

      O que eu queria, na verdade, era convidá-los a refletir sobre o que é alguém especial. Se uma das hipóteses para “o que fazer se este for o último dia da sua vida” for passar este dia com alguém especial, quem seria este alguém?

 

      Escolhemos com quem dividir nossos dias com base em vários critérios, da atração física aos objetivos de vida. Algumas vezes essas escolhas são conscientes; outras, não. E com certeza muitas vezes teremos dúvidas se a pessoa que está ao nosso lado é “aquela” pessoa.

 

      Acho que se pudermos dizer que gostaríamos de viver nosso último dia de vida ao lado de alguém, sem fazer nada de mais, então essa pessoa realmente é especial.

 

 



Escrito por Pri Guerra às 15h55
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Não tenho conseguido escrever aqui. Já faz mais de um mês que não dou sinal de vida. Também faz tempo que não leio meus blogs favoritos... Estou triste por isso, mas tem sido realmente impossível.

Falta inspiração, falta tempo. Falta tempo para a inspiração. Falta tempo para o ócio criativo.

Mas não me queixo. Tenho estudado muito, viajado um pouco.

Imersa em livros, não consigo escrever. Mas são fases. Assim que a fase-silêncio passar, retorno.

 



Escrito por Pri Guerra às 15h25
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